Respeitámos a quarentena do G. e ficámos em casa. Um fim-de-semana, naqueles dias do mês em que me sinto irritada comigo mesma. Dores de cabeça e barriga. O habitual. Pelo meio, os miúdos pediram-me panquecas. E eu mãe, acedi-lhes ao desejo.
Nos dias mais introspetivos, pergunto-me quem na verdade sou e para onde quero ir. Pergunto-me se faço o bem. Se sou justa nas minhas ações.
Percebo que não sou uma máquina. Mas há aqueles dias em que me dava jeito ter um botão off. Ligar e desligar, talvez bastasse.
Tenho de respeitar o tempo. O próprio tempo que tudo tem. Não podemos antecipar nem adiantar o tempo. Podemos ajustar tempos que funcionam como metas ou cronometragens na nossa cabeça e no nosso coração, mas até isso não é certo, nem adquirido. Acima de tudo, não me posso enganar a mim mesma.
Quero a minha paz. Quero a minha liberdade de viver. E sei que muito disso, é cá dentro que está. Só preciso de estar comigo, o tempo que for necessário.
E por falar em tempos e escolhas, não consegui
ver o filme que queria ver este fim-de-semana. Alguém já viu?
Pensar em assuntos sérios naqueles dias do mês de uma mulher, não é precisamente algo que me faça bem, por isso distraio-me a ver
coisas giras para a casa. Para a minha casa.
Desejo-vos uma boa semana!