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3.6.16

Dele




- Mãe, sabes porque é que tu és uma Princesa?

- Porquê filho?

- Porque és gira e linda.

- E tu és a Princesa Elsa.

- Ai sou?

- Sim, és. Porque a Princesa Elsa tem mamas e tu também tens mamas.



* Solto uma gargalhada.
Tenho mesmo de registar, estas doces palavras hilariantes.


26.4.16

Dele




- Mamã, no dia da mãe vou dar-te um vestido de Princesa com brilhantes, umas luvas e uma tiara com diamantes.


* É missão impossível, não me enternecer com as coisas que este meu miúdo me diz.


4.4.16

Dele




- Então G. já tens namorada? 

- Tenho.

- Ai é? E como se chama ela?

- C.

- C.? É da tua escola?

- Não, é a minha mãe.

- A tua mãe, é a tua namorada?

- Sim. A minha mãe é a minha princesa.



* Há coisas que são verdadeiramente únicas e que eu faço questão de as registar, para nunca as esquecer.


4.3.16

Dele





Costumo dizer ao meu filho do meio, que se ele continuar a ser um galanteador, que terá um sucesso enorme com as mulheres.
O meu Príncipe G. é aquele miúdo que me chama de Mamã gira. Que me vê a despir e me diz que tenho umas pernas giras, que tenho uns olhos fantásticos. Diz-me que quer ficar comigo para sempre. Abraça-me muitas vezes e sabe quando estou triste e é capaz de me dizer que já passou.
O meu filho do meio, abre-me a porta do elevador e diz - Mãe passa, primeiro entram as princesas.

Vejo- o crescer e sinto-lhe a sensibilidade, mesmo naqueles assuntos que consideramos ser dos mais crescidos. 
Há uns dias tive ainda mais a noção disso, quando ele me aborda com o tema - de ser-se amor de alguém.
Ser amor de alguém é dar muitos abraços. E a conversa deixou-me estupefacta pela clareza e lembrança que ele tem das coisas. Felizmente fomos interrompidos pela magia da chuva, porque eu mesma não saberia o que lhe dizer mais.

Ontem, quando os fui deitar falou-me de saudades. Percebi uma vez mais, que o miúdo tem uma memória do tamanho de um elefante e mais uma vez o assunto,  mexeu e remexeu-me cá dentro.  
Digo-lhe que a saudade é uma coisa boa. Significa que gostámos muito de algo ou alguém. Consegui sentir perfeitamente aquilo que ele me estava a dizer e percebi que aos seus 4 anos e meio, ele consegue expressar muito bem - o que é sentirmos saudades.


20.1.16

Dele




- Mãe, não mete piada. Porque estás a rir? 
Na casa da tua amiga rias-te, aqui em casa também estás sempre a rir.

- Então, é bom rirmos e sermos bem dispostos, não achas?

- Mãe, mudemos de conversa. Podes-me trazer se faxe favor, uma banana com mel? 
Sabes, o Winnie the Pooh também gosta de mel.



* É inevitável não me rir, das conversas do meu rapaz de 4 anos.


8.1.16

Dele




Agora chama-me Princesa. E eu até sei porquê.
Digo-lhe que é o meu Príncipe.
Ele responde-me e diz que o Príncipe é o irmão mais pequeno.
Diz-me que quer ser Rei. Mas Rei só por um dia.
Depois corrige.
Não, não quero ser um Rei. Quero ser um Guarda, para proteger a Princesa e o Príncipe. 

Os garotos dizem com cada coisa. Um dia vou ter saudades deste tempo.

11.12.15

Verbo : Desculpar



- Mãe, quando magoamos ou somos maus para uma pessoa devemos sempre pedir desculpa, não é?

- Claro que sim G. Devemos sempre pedir desculpa.

- Se não pedirmos desculpa, essa pessoa fica chateada e já não é nossa amiga?

- Sim, G. Se gostamos muito dessa pessoa, se ela é nossa amiga, então temos mesmo de lhe pedir desculpa, para que ela não fique zangada connosco.

- Hum...Está bem.



Apesar dos meus dias cansados e em que me falta a paciência, apesar dos dias em que não lhes dou toda a atenção que merecem, apesar dos dias que não correm pelo melhor e nos quais eu me pergunto onde estou a falhar, apesar dos dias menos bons, alegra-me sentir, que de alguma forma os valores que lhes tento transmitir vão ficando retidos. 
Ainda que seja necessário repeti-los um milhão de vezes e continuar a ser uma mãe chata. 


11.11.15

Mealheiro # 2







Mealheiro pronto!
Decorei-o com algumas das minhas washi-tapes e adorei o resultado. Para mim e como sempre, os detalhes fazem (quase) toda a diferença.
Os pequeninos estão contentes por terem um mealheiro e eu por os ver assim com algo tão simples. 
A primeira moeda a cair, foi do avô R.

8.11.15

Mealheiro # 1




- Mamã, compras-me um meaeiro?

- Para que queres um mealheiro?

- Para juntar moedas para comprar uma espada de cartão.
  Pode ser um mealheiro para mim e para o Axande, para comprarmos duas espadas de cartão.


E lá fomos nós ao chinês comprar um mealheiro, daqueles que não se partem, nem se abrem. 
Agora é torná-lo bonito. 


7.11.15

O Amor aos 4 anos





- Mamã, o que é o Amor?

Fico incrédula ao ouvir esta pergunta e fico a pensar no que lhe hei-de responder.


- Gui,  o Amor é quando gostamos muito, muito de alguém, assim como eu gosto de ti e dos teus manos.


Com o ar mais convicto do mundo diz-me :


- Mamã, o Amor é fazermos surpresas!

 Estupefacta, sorrio.

- Ai é ? E o que são surpresas Gui ?

- Surpresas é quando fazemos uma coisa a uma pessoa ou nos dão uma coisa e dizemos - UUUAAAAUUU!


O tom de voz ao ouvir este UUUAAAAUUU do meu filho do meio, pareceu-me magnífico.
Não sei onde o miúdo ouve estas coisas, mas se um dos segredos do Amor é realmente surpreendermos e sermos surpreendidos, penso que o Amor para ele aos 4 anos é quase tão "evidente" como para mim aos 40.

E ele tem toda a razão. O UUUAAAAUUU, nunca deve deixar de fazer parte do Amor. 


17.9.15

4



Fazes hoje 4 anos. Hoje é o teu dia especial.
Continuas a ser aquele menino franzino que pouco engorda, mas que tem sempre aquela energia que é tão tua e maior que tu.
És teimoso que se farta. Dizem que é uma característica vincada dos Virgianos. Mas tens também aquele lado que me encanta e me seduz. Dizes-me que sou gira, que sou a melhor mãe do mundo entre outras coisas bonitas que me dão a volta. És verdadeiramente um menino que me sabe dar a volta. 

Perguntas-me muitas vezes se preciso de ajuda. Queres lavar a loiça, passar a ferro e lavar o chão. 
És tremendamente sociável. Metes conversa com toda a gente, mas tens medo de cães.

Cresces todos os dias. Olho para ti, és o meu filho do meio e pergunto-te aquilo que tantas vezes me perguntas.

- Sabes que te amo?

Parabéns meu amor, Guilherme.



12.9.15

Dele...


( Imagem tirada da net )


O meu filho do meio faz anos daqui a 5 dias. Olho para ele e todos os dias o sinto crescer. 
Sabe que vai fazer 4 anos e pede-me um bolo dos Octonautas. Sinto a falha da nossa vida ainda suspensa e das festas de aniversário dos miúdos que têm ficado por acontecer.

Quero acreditar que daqui a uns tempos tudo estará mais estável, mais equilibrado e menos complicado.
Mesmo sem a festa de aniversário, vou fazer por realizar o desejo do meu rapazinho.

-  Ter um bolo de aniversário com o pinguim dos Octonautas.


27.10.14

Nós


Acordo antes das 06h.
Mais uma vez, o filho do meio passa a noite com febre. Eu digo que ele é uma força da natureza, porque tem uma vida e uma energia maior que ele, mas depois na saúde qualquer coisa o deita abaixo.
Semana sim, semana não, tem de ter sempre qualquer coisa. Ou é a garganta, ou é os ouvidos, ou é outra coisa qualquer.
Hoje tenho dois compromissos relacionados com emprego e nem sem ainda como vou gerir a situação. 
É por isto, que me pergunto vezes sem conta como vou conseguir voltar a trabalhar. Sinto-me derreada quando os vejo doentes.

21.9.14

Dos seus 3 anos







O meu filho do meio está fantástico, como eu lhe costumo dizer. Ele é fantástico!
Enérgico, falador, expressivo, rebelde, mas também muito meigo. 
Este ano devido a toda uma alteração de vida e rotinas, o G. não teve uma festa de aniversário com bolos e doces, mas tivemos um dia bom e tranquilo. 

Tirámos o dia para nós. Fomos ver os bichos, tirámos fotografias e andámos de baloiço. Até eu, andei de baloiço. 
Almoçámos comida de "plástico" no famoso MC. Cantámos os parabéns com os vizinhos do lado, que têm sido mais que um ombro amigo e o G. apagou a sua vela número 3 com um bolo simples feito por mim. 

Um dia calmo que se preze e apesar de toda a simplicidade o G. estava bem disposto e alegre. E isso para mim é o que me basta.


16.9.14

Em véspera



Há coisas que não esquecemos, especialmente por serem as primeiras. Em véspera do seu terceiro aniversário, o meu pequeno G. puxou-me a camisola, pediu-me para ver o dói-dói e deu-me um beijinho no dói-dói para passar. Depois fez-me festas nas minhas bochechas e disse-me que sou Linda.

Há lá coisa melhor que esta? Não creio que haja.
Um dia vou ter saudades disto. Tantas. Parece-me que agora, é como sentisse ainda mais todos estes simples e pequenos gestos dos meus filhos. 

E amanhã o G. já faz três anos. Passa tão rápido !