21.1.16

Conversas entre Mulheres # 5





- Não tenho dúvidas que um dia irás encontrar a tua companhia.
- Dizes isso com uma convicção. És bruxa? Prevês o futuro?
Solto uma gargalhada.

- Tens bom coração, és gira e interessante. Acredito que irá aparecer a tua companhia, mas ainda vai demorar. Talvez demore anos.
- Também vês isso, na tua bola de cristal?
- Tens filhos pequenos. Vais precisar de tranquilidade e tempo. Coisa que neste momento não tens. 
- Sim, é verdade. E o meu foco são os miúdos. Serão sempre os miúdos. Venha, quem vier.

- Estes guardanapos são para ti. É para chamar o Amor à tua vida.
Desato-me a rir pela originalidade de me oferecer uns guardanapos e ainda mais a sua explicação.

- Vou guardá-los e só os vou usar, quando o Amor vier. Nem que seja daqui a 10 anos.
Depois conto-te.

Rimos, desalmadamente.


20.1.16

Dele




- Mãe, não mete piada. Porque estás a rir? 
Na casa da tua amiga rias-te, aqui em casa também estás sempre a rir.

- Então, é bom rirmos e sermos bem dispostos, não achas?

- Mãe, mudemos de conversa. Podes-me trazer se faxe favor, uma banana com mel? 
Sabes, o Winnie the Pooh também gosta de mel.



* É inevitável não me rir, das conversas do meu rapaz de 4 anos.


19.1.16

Vamos ao Sonoro # 1



( imagem tirada da net )


E na calha, previsto para 18 de Fevereiro, mês dos namorados, um ano depois do primeiro, as cinquenta Sombras de Grey 2.


Dele




O meu rapaz grande está prestes a fazer 12 anos, no último domingo do mês.
Pergunto-lhe como gostaria que fosse o dia do seu aniversário, ao qual me responde - não sei.
Pergunto-lhe o que gostaria de fazer no dia do seu aniversário, responde-me - não sei.

E eu não sei o que fazer, com tantos - não sei. 

Alguma sugestão?

18.1.16

O clique


Ao ouvir esta música e juntando uma conversa com uma amiga, poderia dar um perfeito post para a minha rúbrica - Conversas entre mulheres. Mas preferi divagar eu, sobre os tais cliques ou com mais sentido e no modo singular, o tal clique

Qual o ideal de homem? Não existe. Podemos ter um cavalheiro educado aos nossos pés, que nos bajula a toda a hora, que faz de tudo para nos fazer feliz ou precisamente o oposto. 
Um brutamontes, que telefona quando se lembra, que não é sensível e que vive no mundo da lua. 
Podemos ter estas duas realidades, mas em nenhuma das duas existe qualquer possibilidade de total entrega feminina, se não houver o clique. Eu falo por mim. Não vou generalizar. Vou falar de mim.

Falo do tal clique. Daquele não sei o quê, que traz consigo um brilho qualquer, uma magia secreta, um feitiço inexplicável. E este dito clique, pode acontecer nas duas realidades : No cavalheiro que é atento aos pormenores ou no brutamontes desligado. É uma mistura de química, átomos, muitos não sei o quê, alinhamento de constelações, forças da natureza e ímans do universo. Não se explica, porque se escolhe uma pessoa e não outra.

O tal clique é o que me faz distinguir sentimentos. É o que me faz querer avançar. Querer mais e arriscar. E curiosamente também isto me leva aos meus 14 anos. Idade em que conheci o meu primeiro amor, em que o clique não chegou logo, chegou mais tarde.
Lembro-me que a sua declaração de amor chegou no Outono. Mas o meu clique, só me atingiu meses depois na Primavera. 
E pensando bem, talvez só tenha chegado porque este meu amor não desistiu de mim.

Lembro-me das minhas jardineiras de ganga. Lembro-me de estar muito calor e estarmos sentados lado a lado. Lembro-me do casaco por cima das nossas cabeças e de olharmos nos olhos um do outro. E beijarmo-nos. Lembro-me que foi neste preciso momento, que o meu clique emergiu. 

Qual o ideal de homem? Não existe. 
O clique tem é de estar lá. Seja ele um cavalheiro que te faz o pequeno almoço, ou um brutamontes que se esquece da data do teu aniversário.




Deste Janeiro...













Levei-os à Quinta da árvore das chuchas. O meu pequeno A. ainda não conhecia.
Adoram os bichos. Os miúdos pulam e correm. Ser mãe de rapazes, é como ter pulgas elétricas que não param um segundo. Haja saúde! 

Estes dias de Janeiro, foram pautados por estar com pessoas amigas de longa data, que já não via há anos. E adorei. Dizem-me que estou na mesma, seja lá isso bom ou mau.
Ter amigos bons, é um autêntico privilégio. 

Porque o essencial está escrito no coração. 


15.1.16

Mais que ouvir - Escutar # 3



* Um almoço com uma amiga de longa data, leva-me sempre a ter 14 anos.
Maravilha!