30.8.15

Sempre: O TEMPO ou não


Fui deixando de escrever por aqui. A vontade para escrever, resolveu tirar umas férias prolongadas.
Poderia dizer que a culpa é do tempo ou da falta dele, mas interiormente sabemos que isso são só desculpas.
Tudo se resume, ou se tem vontade ou não. E é o que me tem acontecido. Este lugar não pode ser para mim uma obrigação, mas antes um lugar onde possa ser eu e os meus dias, quando eu quiser que seja.

Contudo, há coisas que quero mudar e ter a noção disso é sempre um passo para o resto de tudo, ou do quer que seja. 

Hoje é Domingo. 
E depois de uma semana de férias, amanhã regressamos à rotina do trabalho e da escola.

Vou voltando aos pouquinhos. Como eu sinto e quero que seja.


21.3.15

Que mulheres são estas?


Ao ler isto, pergunto-me que MERDA de mulheres são estas, que escrevem estas coisas ? 
Possivelmente esta é daquelas mulheres que não deve ter filhos e não tem certamente de gerir tudo sozinha. Possivelmente até vive à custa do marido e não mexe uma palha na vida.

Juro que há muitas coisas que me revoltam. Uma delas são estes julgamentos hipócritas. Será que uma mãe que vive sozinha com os filhos, não tem direito a sentir-se bem por também ter tempo para si, para descansar, para namorar, para fazer outra coisa que não seja tratar dos filhos?

Eu estou separada fisicamente, há mais de um ano do pai dos meus filhos. O pai dos meus filhos durante este tempo, nunca levou os filhos um fim-de-semana para passar com eles. O pai dos meus filhos durante este ano, levou os filhos uma tarde e no dia de Natal. O pai dos meus filhos vem ver os miúdos ao fim-de-semana por duas a três horas, quando se lembra. Pode até passar 3/ 4 fins-de-semana sem os ver, que não lhe faz qualquer diferença.

Eu pergunto-me serei eu uma CABRA, por desejar ter tempo para mim? Trabalho fora de casa e mesmo separada continuo a estar com os miúdos a tempo inteiro. Porra, sabia-me maravilhosamente bem ter fins-de-semana para mim, para dormir, para descansar, para sair. Será que amo menos os meus filhos, por desejar ter esse tempo para mim?

Para além de mãe, sou mulher, sou humana e sim, adoraria ter tempo para mim. Acredito que mais descansada e mais descontraída, seria uma mãe muito mais feliz! 




3.3.15

Dos meus desejos profundos # 1


( Imagem tirada da net )

1.3.15

Olá, Março!


Março é o mês da Primavera. A minha estação do ano preferida.
Há pequenas e bonitas coisas a acontecer.  Mas há quem diga que temos de as deixar florescer e amadurecer, para só depois as partilharmos com o mundo.
Há medida que vou caminhando, os meus passos são mais firmes, mais determinados e também mais serenos. Estar e sentir-me no ponto em que estou, só me faz acreditar cada vez mais nas forças sinceras da natureza e em todo o universo que pode ou não conspirar a favor dos nossos desejos. E tudo o que tem de acontecer, a vida deixa realmente acontecer. Tudo flui naturalmente.

Especialmente em Janeiro, tive dias em que me senti verdadeiramente desesperada e lembro-me de ter estado triste, muito triste no dia anterior ao telefonema que mudou a minha vida do zero, para o número seguinte.

Janeiro trouxe-me um emprego.  O emprego que tanto pedi. A mim, aos Deuses e a quem me ouvisse falar.
Um emprego perto de casa. Um emprego que me permite deixar e ir levar os meninos sem depender de ninguém. Um emprego de segunda a sexta. Um emprego que iluminou de imediato os meus olhos chorões.
Sinto-me grata por as coisas boas que a vida me dá e continua a dar. Vivo um dia de cada vez, na certeza que a vida acaba sempre por nos dar sinais do caminho que devemos seguir. Nós muitas vezes estamos é distraídos e desfocados e nem damos por eles.

Dentro de tudo aquilo que ainda tem de ser resolvido, só posso dizer que a tranquilidade vai dando um ar da sua graça nos meus dias e até o coração, este meu coração, me vai surpreendendo de uma forma esplendorosa.

21.2.15

Há coisas que não melhoram com o tempo...




Quando é altura daqueles dias críticos femininos do mês, as enxaquecas quase me esborracham. Há em mim uma irritação latente sempre pronta a explodir. Há uma vontade de chorar por tudo e por nada. Tudo pode ser alvo de um choro desalmado. Há a necessidade de mimos que confortam. Há em mim a necessidade de um colo. A necessidade e uma urgência das palavras certas. A necessidade de festas no cabelo, a necessidade daquele amor que não se importa com as lágrimas sem fundamento. 

Pergunto se aquele amor feliz que quero na minha vida, terá a sensibilidade de perceber que tenho dias destes e ainda mais se terá a capacidade de perceber que nestes dias, ainda que irritada, que é de colo terno que preciso.

Hoje quando os meus rapazes forem para a cama, vou ficar-me mesmo pela solidão do meu sofá e de uma manta. Talvez na gula das bolachas de chocolate dos miúdos e a chorar baba e ranho a ver uma qualquer comédia romântica de um " Vou amar-te para sempre ".


( Imagem tirada da net )

14.2.15

Dizem que hoje é dia dos Namorados...





" Vale a pena esperar por alguém que queira de nós muito mais do que «apenas» gostar de nós, alguém que queira, também, cuidar de nós. 

Vale a pena esperar por alguém que mais do que olhar para nós todos os dias, queira, também, olhar por nós em cada dia. "




A propósito deste 14 de Fevereiro, estas palavras dizem tudo aquilo que penso e sinto. Poderiam ser minhas. Tal e qual.
Continuo a acreditar no amor. Mas só quero um amor feliz. 
Afinal, quem não quer?


8.2.15

Palavras que poderiam ser minhas # 1



" Só quando nos permitimos aceitar o que há muito está gravado no nosso adn, a vida consegue mostrar o que de melhor guardou para nós. Para quem não teme mudanças, as dificuldades e provações que temos de enfrentar acabam por arrumar tudo nos devidos lugares, no tempo certo. Quando começamos a virar a página, a chegar (finalmente) ao fim de um capítulo, a arriscar espreitar o próximo e ver o sol que nos espera lá do outro lado da rua, respiramos fundo. 

Por isso, o melhor é não pensar muito no que foi. Olhar para o que vem e agradecer pelo que se tem. Aceitar que não somos sempre fortes, que podemos ter momentos de dúvida e incerteza. O mais importante é conseguir retirar uma lição de tudo o que nos acontece, de quem nos acontece, e manter a convicção {forte} de que nada, mesmo nada, vem por acaso. " 


In às " Nove no meu blog"