3.3.15

Dos meus desejos profundos # 1


( Imagem tirada da net )

1.3.15

Olá, Março!


Março é o mês da Primavera. A minha estação do ano preferida.
Há pequenas e bonitas coisas a acontecer.  Mas há quem diga que temos de as deixar florescer e amadurecer, para só depois as partilharmos com o mundo.
Há medida que vou caminhando, os meus passos são mais firmes, mais determinados e também mais serenos. Estar e sentir-me no ponto em que estou, só me faz acreditar cada vez mais nas forças sinceras da natureza e em todo o universo que pode ou não conspirar a favor dos nossos desejos. E tudo o que tem de acontecer, a vida deixa realmente acontecer. Tudo flui naturalmente.

Especialmente em Janeiro, tive dias em que me senti verdadeiramente desesperada e lembro-me de ter estado triste, muito triste no dia anterior ao telefonema que mudou a minha vida do zero, para o número seguinte.

Janeiro trouxe-me um emprego.  O emprego que tanto pedi. A mim, aos Deuses e a quem me ouvisse falar.
Um emprego perto de casa. Um emprego que me permite deixar e ir levar os meninos sem depender de ninguém. Um emprego de segunda a sexta. Um emprego que iluminou de imediato os meus olhos chorões.
Sinto-me grata por as coisas boas que a vida me dá e continua a dar. Vivo um dia de cada vez, na certeza que a vida acaba sempre por nos dar sinais do caminho que devemos seguir. Nós muitas vezes estamos é distraídos e desfocados e nem damos por eles.

Dentro de tudo aquilo que ainda tem de ser resolvido, só posso dizer que a tranquilidade vai dando um ar da sua graça nos meus dias e até o coração, este meu coração, me vai surpreendendo de uma forma esplendorosa.

21.2.15

Há coisas que não melhoram com o tempo...




Quando é altura daqueles dias críticos femininos do mês, as enxaquecas quase me esborracham. Há em mim uma irritação latente sempre pronta a explodir. Há uma vontade de chorar por tudo e por nada. Tudo pode ser alvo de um choro desalmado. Há a necessidade de mimos que confortam. Há em mim a necessidade de um colo. A necessidade e uma urgência das palavras certas. A necessidade de festas no cabelo, a necessidade daquele amor que não se importa com as lágrimas sem fundamento. 

Pergunto se aquele amor feliz que quero na minha vida, terá a sensibilidade de perceber que tenho dias destes e ainda mais se terá a capacidade de perceber que nestes dias, ainda que irritada, que é de colo terno que preciso.

Hoje quando os meus rapazes forem para a cama, vou ficar-me mesmo pela solidão do meu sofá e de uma manta. Talvez na gula das bolachas de chocolate dos miúdos e a chorar baba e ranho a ver uma qualquer comédia romântica de um " Vou amar-te para sempre ".


( Imagem tirada da net )

14.2.15

Dizem que hoje é dia dos Namorados...





" Vale a pena esperar por alguém que queira de nós muito mais do que «apenas» gostar de nós, alguém que queira, também, cuidar de nós. 

Vale a pena esperar por alguém que mais do que olhar para nós todos os dias, queira, também, olhar por nós em cada dia. "




A propósito deste 14 de Fevereiro, estas palavras dizem tudo aquilo que penso e sinto. Poderiam ser minhas. Tal e qual.
Continuo a acreditar no amor. Mas só quero um amor feliz. 
Afinal, quem não quer?


8.2.15

Palavras que poderiam ser minhas # 1



" Só quando nos permitimos aceitar o que há muito está gravado no nosso adn, a vida consegue mostrar o que de melhor guardou para nós. Para quem não teme mudanças, as dificuldades e provações que temos de enfrentar acabam por arrumar tudo nos devidos lugares, no tempo certo. Quando começamos a virar a página, a chegar (finalmente) ao fim de um capítulo, a arriscar espreitar o próximo e ver o sol que nos espera lá do outro lado da rua, respiramos fundo. 

Por isso, o melhor é não pensar muito no que foi. Olhar para o que vem e agradecer pelo que se tem. Aceitar que não somos sempre fortes, que podemos ter momentos de dúvida e incerteza. O mais importante é conseguir retirar uma lição de tudo o que nos acontece, de quem nos acontece, e manter a convicção {forte} de que nada, mesmo nada, vem por acaso. " 


In às " Nove no meu blog" 

7.2.15

Constatações # 1


Chego à conclusão e pergunto-me se realmente conhecemos a pessoa com quem partilhámos uma vida. Se o mau lá estava e com o encantamento estava disfarçado. Se estive cega, durante os dias, os meses e os anos que se passaram. Se nos beijos, nos abraços, nas carícias, se também aqui, lá estava a malvadez encarapuçada.

Eu sou um alvo a atingir. O homem que é pai dos meus filhos, esquece-se que existem três criaturas pequeninas que vivem no meio desta vigança cruel. 

Diz-se que o verdadeiro caráter da pessoa, só se revela nos momentos difíceis. Não tenho dúvidas disso. 


1.2.15

11


Fizeste ontem 11 anos, meu amor grande.
Tu cresces e crescer dói. Para além dos pêlos que se acentuam no teu bigode, temos tido muitas discussões e palavras tortas entre nós. Por vezes levas-me mesmo ao limite de mim e tantas outras vezes pergunto-me o que estou eu a fazer errado.

Continuas com o síndroma de filho único e custa-me sentir esse egoísmo que me destroça. Eu sei que vives momentos difíceis. Eu sei que a separação dos teus pais e tudo o que tem vindo a acontecer te faz sofrer. Eu sei que precisas de atenção, eu sei tudo isso, mas por vezes e ainda que por momentos, gostava que percebesses que eu não consigo fazer mais. E te dar mais.  

Este ano não te fiz a festa a que estás habituado a ter. Ainda assim, fiz-te um bolo, apagámos as velas e trouxeste dois amigos para jantar. Gostava que conseguisses valorizar isto, mas talvez para a tua idade seja pedir-te muito.

A seu tempo, a vida vai encarregar-se de pôr tudo no seu devido lugar. Prometo-te. 
Amo-te, sempre.