12.1.15

Ano Novo


À meia-noite, um brinde à felicidade.
2014, foi um ano difícil. 2015, terá de ser um ano de resoluções.
Não posso dizer que a tempestade passou ou que os dias passaram a ser amenos e tranquilos como desejo. Não posso dizer que o Caos não está instalado. O Caos existe e mesmo quando a vida parece não andar para a frente, procuro acreditar que há sempre qualquer coisa de belo escondido, à minha espera.

E no meio do Caos, há o coração. Este lugar do inesperado que nos surpreende quando nem sequer pensamos nele, quando achamos que uma boa parte dele morreu connosco.
Há o coração que nos mostra que é capaz de voltar a sentir coisas boas que nos fazem bem. E no meio de tudo o que não deu certo, acontecem momentos especiais que provavelmente não aconteceriam se tivesse sido de outra forma. 
E por tudo isto e pelo presente, o lema é mesmo um dia de cada vez. Um dia de cada vez, saboreando o bom que a vida me traz.

Feliz Ano Novo para quem ainda visita este abandonado Jardim de Chuva.


27.12.14

O 1º Natal de muitos



Tenho uma amiga divorciada - mãe, que me diz que o primeiro Natal sem eles, é o que custa mais.
Passámos a consoada os quatro. Eu e eles. Este ano não fiz doces, nem passei horas na cozinha. Não fiz aquelas compras de Natal para ter na mesa. A minha vizinha trouxe um bolo rei, que só hoje foi aberto. O jantar foram hamburguers grelhados que os miúdos comeram com satisfação. 

Os meus rapazes foram para a cama mais tarde. Brincaram com os brinquedos novos e quando o sono chegou, caíram na cama e adormeceram. Mas antes disso, fizemos o habitual. Deixámos os sapatos em cima do fogão, um copo de leite e bolachas para o pai Natal. A diferença é que este ano não foram cinco sapatos, mas quatro sapatos.

A manhã tão esperada pelos miúdos chegou. Abriram os presentes. E depois disso, o pai chegou para os levar.
Beijei-os, fechei a porta e fiquei sentada no sofá. Olhava para o chão de brinquedos e papel rasgado. E não aguentei. Armei-me em chorona.

Passei o dia de Natal sem eles e sozinha. Tinha pensado em dormir a tarde toda, mas não consegui. Tomei um banho demorado e descansei o corpo. Enquanto descarregava o cartão de fotografias, olhava para o A. radiante e feliz com um simples balão preso no seu braço pequenino.
Por momentos pensei, que seria muito bom se nós adultos ficássemos igualmente fascinados e felizes com um simples balão. Talvez tudo fosse menos complicado e mais colorido.


27.11.14

Prenúncios


Num dos meus raros sonhos noturnos, vejo-me com uma aliança no dedo. Uma aliança prateada com um sol gigante gravado. Um sonho é sempre um emaranhado de toda a nossa vida, mas enquanto tomava banho pela manhã, não pude deixar de me lembrar deste simbolo tão presente nestas imagens.  

Quem sabe este não possa ser um prenúncio de felicidade futura. Na verdade, continuo a ser uma romântica e continuo a acreditar em amores felizes.

[Imagem tirada da net]

26.11.14

I´m in Love # 3


Adoro a coleção da Oysho deste Outono - Inverno. Se o dinheiro não fosse um problema, perdia-me nestes pijamas quentinhos. Até a lingerie deles é gira, gira. Ora jovial, ora atrevida. Enfim...uma perdição. Só não tenho como me perder, e provavelmente ainda bem que assim o é. 







9.11.14

Casas onde seria feliz # 2










[ imagens tiradas da net ]

8.11.14

Divagações


Torna-se inevitável não pensarmos nas situações reais. É inevitável não olhar para a vida dos outros, por vezes tão piores que as nossas. Não há dúvida que prestamos mais atenção a certas coisas quando a  vida não nos corre de feição. Quando ela mesma parece não sair do mesmo lugar.

Tenho de dizer que admiro profundamente certas pessoas. Admiro as mulheres que estão sozinhas com os filhos sem qualquer ajuda. Mulheres que são mãe e pai, todos os dias. Mulheres que vão à luta e que se for preciso deixarem de comer para dar aos filhos, o fazem sem hesitar ou se lamentarem.

E há tanto lamento, para mães que têm (quase) tudo. Ou porque não dormiram uma ou outra noite. Ou porque o marido até chegou tarde do trabalho, mas ainda assim leu histórias aos filhos antes de adormecerem. Ou porque até têm empregada que as poupa das tarefas domésticas mais chatas, mas ainda assim a vida é um tédio. 

Admiro quem dá uma segunda chance, ou terceira, ao amor. Admiro quem casa uma segunda vez. Admiro quem volte a viver debaixo do mesmo teto com alguém que ama. Sempre disse que se algum dia me separasse, que não voltaria a casar. Que não voltaria a deixar o romance morrer, pela rotina dos dias na partilha de um lar e de uma vida.
Mas eu sei, não devemos dizer - Nunca e Sempre.

Admiro quem dá uma oportunidade ao amor com bagagem. Admiro as famílias reconstituídas em que há vários filhos de cada lado e ainda assim com todo o esforço que isso implica, a relação até resulta. Um amor com uma bagagem grande requer tanta energia entre outras tantas coisas, que nem sempre se aceita ou se está à altura desta realidade. Não sei o que a vida me reserva, ou o que tem destinado para mim, mas sei que talvez eu mesma não soubesse gerir um amor assim, um amor de bagagem grande.

Admiro quem não tem medo de falar de amor, mesmo com o coração esfarrapado. 
Admiro quem venceu todos os obstáculos e vive hoje um amor feliz. 


6.11.14

Ciclos


Os ciclos da vida podem ser realmente transformadores. Tudo o que nos acontece, não há dúvidas que nos muda para sempre.
Há ciclos que terminam catastroficamente. Há outros que começam de igual forma. Mas no fim, tudo vai dar ao caminho certo para nós. 

Os ciclos que nascem de novo trazem-nos também coisas boas, trazem-nos ar puro, um sopro do deserto, uma brisa de mar. Nem sempre os dias começam bem. Nem sempre nos esquecemos do que dói, mas cada vez mais se chora menos, cada vez mais apreciamos os dias bonitos de sol e valorizamos as pequenas coisas, como ter leite ou iogurtes no frigorífico que nunca conhecemos tão vazio.

Surgem amigos novos, aproximamo-nos de outros, passamos horas ao telefone com amigas que nos ouvem rir e chorar, sorrimos ao ler sms bons de surpresa e aparecem-nos pessoas que temos a sensação que sempre as conhecemos, talvez noutra dimensão...

Este último ano tem sido realmente transformador na minha vida. O meu filho grande diz-me que temos um carro velho e pequenino e que só cabemos os quatro. Eu digo-lhe que pelo menos temos um carro e não precisamos de andar de transportes públicos. Acho que ele aos poucos, vai assimilando isto. Um dia destes parou um carro maior, um jipe ao nosso lado, que rangia de tão velho.

Ele disse-me: Ó mãe, este carro ainda é mais velho que o nosso, mas continua a andar.
É isto, valorizar o que importa e o essencial. O resto, desvanece-se.