Será que existe mesmo essa coisa dos desígnios? Será que cada um de nós já tem o seu desígnio escrito? Será que independentemente das escolhas ou decisões que tomamos, das direções que fazemos, dos atalhos que percorremos, será que no fim de tudo o ponto de chegada será sempre o mesmo?
É sobretudo nos momentos de crise, nos momentos baixos da vida, que me questiono sobre esta coisa do desígnio ou destino. Quando um casamento chega ao fim, se existem culpas, essas nunca podem ser atribuídas só a um, mas sim aos dois envolvidos. Contudo não deixo de sentir o fim do meu casamento, como um falhanço pessoal.
Há dias em que me pergunto, sobre o que deveria ter feito e não fiz. Sobre aquilo que devia ter dito e não disse. Sobre o que deveria ter aceitado ou não. Depois há os outros dias em que simplesmente penso que provavelmente aconteceu o que tinha de acontecer.
Dias em que penso que o destino do meu casamento era este. Que teríamos bons momentos, maus momentos e três filhos em comum. Mas depois disso, chegaria ao fim.
Há dias que custam demasiado. O comer do prato enjoa-me. A tolerância falta-me. A esperança foge-me. O coração pesa.






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