Novamente o 112. Mais uma vez foram eficientes e mais uma vez lá fui eu de ambulância com um dos meus bebés. Desta vez com o A.
O A. pôs qualquer coisa à boca que eu não vi e começou a ficar engasgado. Virei-o ao contrário, dei-lhe umas palmadas. Não saía nada. Ele continuava engasgado e com dificuldade em respirar.
Apanhámos o mesmo bombeiro de outras vezes, que já se ri quando nos vê.
O A. já estável, foi visto na ambulância, mas como ele é pequenino acharam por bem levá-lo ao hospital.
Fizeram-lhe um RX para despistar se o menino não engoliu nada de metal. Felizmente o RX estava limpo e voltámos para casa perto da meia noite.
A minha vizinha do lado tem sido uma espécie de anjo da guarda na minha vida, pois ficou com os meus outros dois miúdos. Depois foi-nos buscar ao hospital. Eu com o A. ao colo, alagada em suor devido ao meu sistema nervoso, disse-lhe que era especialmente nestes momentos que me fazia falta um homem.
Ela corrigiu-me e disse-me que o que me faz falta nestas alturas de aflição é de alguém que me ajude, mas esse alguém não precisa de ser necessariamente um homem.
E é isso mesmo. Não precisa de ser necessariamente um homem. Mas estar sozinha com 3 filhos em momentos destes não é pêra doce.
No dia seguinte voltou a acontecer-nos uma nova peripécia, mas felizmente não correu mal e não foi preciso irmos ao hospital!