17.8.14

Life is...



Este é um bonito íman de frigorífico, oferecido por uma amiga, que guardo religiosamente junto às fotografias dos meus filhos.  
A frase é mais que verdadeira e eu só gostava que por vezes tudo fosse tão simples e descomplicado. 
A verdade é que a minha vida está um enorme imbróglio. À medida que vou lendo mais sobre separações e divórcios, filhos e desemprego, constato que há tantas situações que nunca me passaram pela cabeça. Situações que eu diria surreais, tais como casais divorciados que fazem vidas separadas,  mas que partilham a mesma casa por questões financeiras.  

Nunca dizer nunca. 

15.8.14

Do amor


Será que o amor acaba de um momento para o outro?
Será que o amor deixa de lá estar, nós é que não nos apercebemos disso?
Será que o amor é inevitável, na hora de acontecer ou dizer adeus?


11.8.14

A Vida suspensa



A Vida em suspenso. A Vida como se fosse um balão pendurado por um fio, à espera de ser cortado.
A Vida parada. Paredes em aberto, à espera de tinta. Molduras envoltas em plástico, à espera de serem preenchidas.
Uma casa em suspenso. Sem saber se posso ficar ou deixá-la ir para venda.

Só os meus pensamentos, vão e vêm. Mas partem sem respostas concretas. Ainda. E dói.

9.8.14

A minha vida dava um filme


Novamente o 112. Mais uma vez foram eficientes e mais uma vez lá fui eu de ambulância com um dos meus bebés. Desta vez com o A.

O A. pôs qualquer coisa à boca que eu não vi e começou a ficar engasgado. Virei-o ao contrário, dei-lhe umas palmadas. Não saía nada. Ele continuava engasgado e com dificuldade em respirar.
Apanhámos o mesmo bombeiro de outras vezes, que já se ri quando nos vê.

O A. já estável, foi visto na ambulância, mas como ele é pequenino acharam por bem levá-lo ao hospital.
Fizeram-lhe um RX para despistar se o menino não engoliu nada de metal. Felizmente o RX estava limpo e voltámos para casa perto da meia noite. 

A minha vizinha do lado tem sido uma espécie de anjo da guarda na minha vida, pois ficou com os meus outros dois miúdos. Depois foi-nos buscar ao hospital. Eu com o A. ao colo, alagada em suor devido ao meu sistema nervoso, disse-lhe que era especialmente nestes momentos que me fazia falta um homem. 

Ela corrigiu-me e disse-me que o que me faz falta nestas alturas de aflição é de alguém que me ajude, mas esse alguém não precisa de ser necessariamente um homem.
E é isso mesmo. Não precisa de ser necessariamente um homem. Mas estar sozinha com 3 filhos em momentos destes não é pêra doce.  

No dia seguinte voltou a acontecer-nos uma nova peripécia, mas felizmente não correu mal e não foi preciso irmos ao hospital!


5.8.14

Todos Diferentes



Podemos ter uma mão cheia de filhos, mas são todos diferentes e únicos.
O A. tem 13 meses e só agora tem dois dentes de fora.
O A. tem 13 meses e ainda não anda sozinho.
O A. tem 13 meses e ainda me dá  noites [quase] como um recém-nascido.

A parte das noites eu dispensava bem, mas de resto sou apaixonada por este miúdo. Aliás, mesmo com toneladas de cansaço em cima, sou apaixonada por todos eles.


3.8.14

Os Corações também se gastam




Tropecei por acaso neste titulo deste livro que tenho na estante e foi inevitável não divagar sobre ele. 
Curioso, porque em cada circunstância ou etapa da nossa vida, há sempre pessoas que entram e saem.
Uma amiga nova que surge, há outra que se reaproxima, há pessoas que nunca mais vemos.
Há medida que vou falando com x ou y, vejo nitidamente que há cada vez mais pessoas infelizes. Ou melhor, casais juntos infelizes.

São chamados os casais funcionais. Os casais que estão juntos pelos bens, pelo medo da solidão, pelas contas que têm de pagar, mas sobretudo pelos filhos em comum.

Mas deixo a pergunta. Qual é o preço que se paga no futuro, por um casal ficar junto só pelos filhos?


2.8.14

Das coisas boas



Este foi o colar de verão que recebi. De imediato achei-o delicado, simples, elegante, bonito e tranquilo. É engraçado porque combina comigo e com o meu gosto, mas sinto que é um colar para ocasiões especiais em dias felizes.
Sim, em dias felizes. E talvez um dia, ele não me saia do pescoço.  

Gostam?

Obrigada S.